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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

02b




Ela me viu e disse envergonhada:
—   O.. oi!
—   Oi eu sou Dédalo, quem é você: - perguntei.
—   Meu nome é Bianca di Angelo, prazer. -  sorriu.
—   Você é filha do tio Nico? – me surpreendi.
—   Isso mesmo – sorriu novamente - sou a mais velha.
Não consegui parar de encarar seus lindos olhos azuis, estava embasbacado.
—   Seus olhos são muitos lindos – sorri.
—   Obr… obrigada -  ela corou.
—   Qual sua idade: - perguntei.
—   Tenho doze anos, igual a você – sorriu.
Depois de um longo e constrangedor silêncio falei:
—   Posso treinar com você:
—   Claro, use meu arco.
Eu peguei o arco que ela estava usando, e notei que ele era bem leve, quase não sentia seu peso. Então começei a me exibir um pouco, eu vivia treinando em casa com minha mãe então arco e flecha era uma das minhas especialidades.
Acertei três flechas certeiras bem no alvo e Bianca também, então começamos uma pequena competição que atraiu diversos campitas, e cada flechada no alvo eramos ovacionados. Ficamos mais de um hora, nenhum do dois dava o braço a torcer, mesmo nos sentindo esgotados no bico do corvo. Eis que  Bianca errou um alvo e eu acertei o próximo, o que me deu a vitória, e os campistas foram a loucura.
—   Você é muito bom, onde aprendeu a técnica? – perguntou Bianca.
—   Minha mãe me ensinou – sorri.
—   Você é o filho de Percy e Annabeth? – perguntou
—   Sim isso mesmo. – sorri envergonhado.
—   Então isso explica sua habilidade no arco e flecha – concluiu.
—   Pois é, mamãe é muito rígida no treinamento.
—   E você nunca treinou no Acampamento? – perguntou.
—   Não – respondi – recebi treinamento apenas de meus pais em casa.
—   Isto está para mudar pirralho – disse uma voz grossa atrás de min.
O dono da voz era um rapaz gigante, corpulento, de cabelos compridos e não cheirava bem. Pelo visto era um dos filhos de Ares.
— Por que mudar cheiroso? - ironizei.
— O que você disse tampinha? -  retrucou nervoso.
— No chalé de Ares não há chuveiros? – continuei.
Então ele ficou furioso e partiu para cima de mim. Dei um passo para me desviar, mas tropecei nos meus próprios calcanhares e cai. O soco dele ia acertar em cheio meu rosto, mas Bianca sacou rapidamente sua espada negra e colocou o fio em direção ao punho do grandalhão que óbvio, teve sua mão cortada. Depois ela embanhou rapidamente sua espada e me agarrou pelo colarinho.
— Vamos dar o fora daqui, herói – disse.

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