Ela me viu e disse envergonhada:
— O.. oi!
— Oi eu sou Dédalo, quem é você:
- perguntei.
— Meu nome é Bianca di Angelo,
prazer. - sorriu.
— Você é filha do tio Nico? – me
surpreendi.
— Isso mesmo – sorriu novamente -
sou a mais velha.
Não consegui parar de encarar seus lindos olhos azuis, estava
embasbacado.
— Seus olhos são muitos lindos –
sorri.
— Obr… obrigada - ela corou.
— Qual sua idade: - perguntei.
— Tenho doze anos, igual a você –
sorriu.
Depois de um longo e constrangedor silêncio falei:
— Posso treinar com você:
— Claro, use meu arco.
Eu peguei o arco que ela estava usando, e notei que ele era bem leve,
quase não sentia seu peso. Então começei a me exibir um pouco, eu vivia treinando
em casa com minha mãe então arco e flecha era uma das minhas especialidades.
Acertei três flechas certeiras bem no alvo e Bianca também, então
começamos uma pequena competição que atraiu diversos campitas, e cada flechada
no alvo eramos ovacionados. Ficamos mais de um hora, nenhum do dois dava o
braço a torcer, mesmo nos sentindo esgotados no bico do corvo. Eis que Bianca errou um alvo e eu acertei o próximo,
o que me deu a vitória, e os campistas foram a loucura.
— Você é muito bom, onde aprendeu
a técnica? – perguntou Bianca.
— Minha mãe me ensinou – sorri.
— Você é o filho de Percy e
Annabeth? – perguntou
— Sim isso mesmo. – sorri
envergonhado.
— Então isso explica sua habilidade
no arco e flecha – concluiu.
— Pois é, mamãe é muito rígida no
treinamento.
— E você nunca treinou no
Acampamento? – perguntou.
— Não – respondi – recebi
treinamento apenas de meus pais em casa.
— Isto está para mudar pirralho –
disse uma voz grossa atrás de min.
O dono da voz era um rapaz gigante, corpulento, de cabelos compridos e
não cheirava bem. Pelo visto era um dos filhos de Ares.
— Por que mudar cheiroso? - ironizei.
— O que você disse tampinha? -
retrucou nervoso.
— No chalé de Ares não há chuveiros? – continuei.
Então ele ficou furioso e partiu para cima de mim. Dei um passo para me
desviar, mas tropecei nos meus próprios calcanhares e cai. O soco dele ia
acertar em cheio meu rosto, mas Bianca sacou rapidamente sua espada negra e
colocou o fio em direção ao punho do grandalhão que óbvio, teve sua mão
cortada. Depois ela embanhou rapidamente sua espada e me agarrou pelo
colarinho.
— Vamos dar o fora daqui, herói – disse.
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