Decidi voltar para casa e avisar meus pais sobre o que aconteceu e eu achava
que meu dia não podia ficar pior ate encontrar minha casa em chamas. Estava
perto de casa quando vi Blackjack, o pégaso de meu pai, voando ao redor da
casa.
—
Ei
garotão, vem aqui – chamei
O pégaso, mais que depressa, estava ao meu lado cheirando os torrões de
açúcar que estavam em meu bolso.
—
Blackjack
o que aconteceu com a casa? Onde estão meus pais?
—
Desculpe
mestre, não sei, eu estava tirando um cochilo quando tudo começou a pegar fogo,
então sai voando e o mestre Percy não estava em lugar nenhum – exclamou o pégaso
em minha mente.
—
Que?
Como assim? Não pode ser! O que vou fazer! Vamos lá garoto me leve ao
acampamento por favor!
—
E
pra já mestre, mas tem um torrão de açúcar antes?
Assim que subi em suas costas Blackjack partiu voo em direção a costa
leste. Aliás Blackjack é o pégaso de meu pai, eu posso me comunicar com ele
desde pequeno, ele foi praticamente minha babá a infância toda. Eu herdei esse
dom de meu pai já que ele e filho de Poseidon, o Deus dos Mares e senhor dos
cavalos.
Sobrevoamos toda a costa leste em direção a Long Island, onde ficava o
acampamento. Eu fui apenas uma vez lá e foi no ano passado quando foi aniversário
do tio Grover. Chegamos tão rápido que não pude apreciar a paisagem bonita que
era o acampamento. Quando estávamos pousando fomos recebidos por Quíron, o
centauro, ele estava com a velha camiseta dos Pôneis de Festa que meu pai
contava e com o arco pendurado em suas costas. Ele estava conversando com a tia
Rachel quando cheguei, ela é o Oráculo de Delfos desse milênio e é muito bonita
com seus cabelos ruivas, sardas no rosto e uma pele tão branca que parecia de
porcelana.
—
Oi
tia Rachel, tio Quíron cadê meus pais? Vocês viram eles? – perguntei
—
Veja
quem temos aqui! O pequeno Dédalo! – sorriu Quíron.
—
Dédalo,
não temos notícias dos seus pais desde o aniversário de Grover! Eles não estão
em casa? – exclamou Rachel
—
Não
tia! Minha casa virou churrasquinho e meus pais sumiram do mapa! Não sei onde
eles estão, me ajude por favor – choraminguei.
—
Calma
– disse Quíron – entre, temos limonada e me conte o que aconteceu, nos vemos
depois Rachel
—
Claro
Quíron, vou para minha caverna descansar um pouco.
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