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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Capítulo 03 – Inesperado

        Fomos em direção ao lago, correndo. E ofegante, Bianca disse:
— Puxa, corridinha que cansou legal. Nada como um mergulho para recuperar as energias!
        E começou a tirar sua armadura até ficar somente com a roupa íntima.
— Você não vem, bobo?
        Imediatamente corei e falei:
— Ei, isso é permitido aqui?
— Só se alguém pegar você, hahaha! Entra logo – replicou.
        Então, comecei a me despir e entrei na água, que surpreendentemente estava morna e agradável.
                Ficamos tanto tempo só olhando um para o outro que achei que ela tinha petrificado, então falei:
— Você fica muito linda assim.  
                Ela replicou:
— Assim, molhada e debaixo d’agua?
— Digo, nesses trajes minuscúlos – sorri.
Ela corou e penas riu.
Depois de sairmos correndo do lago, pois as harpias segurança nos viram e começaram a gritar como se fossem sirenes, chegamos até o chalé de Hades.
Ela me convidou para entrar e eu aceitei. A casa de Hades era maneira, parecia um estudio de uma banda de rock dos anos 80. Haviam posteres de bandas nas paredes e uma escultura grande e negra do deus Hades no centro e parece que alguém vestiu nela uma jaqueta de aviador.
Bianca me jogou uma toalha, que me ajudou muito pois estava aos pingos. E, depois de ajud-a-la a limpar a bagunça que havia na casa, ela insistiu para vermos um filme. Com muito vontade de dizer sim eu aceitei e assistimo o filme “Os mortos se divertem”.
Então, ela quase implorou para eu ficar e vermos outro filme e, como eu não tinha nada para fazer, aceitei. Dessa vez ela colocou um romance “Ghost, do outro lado da vida”, e ela parecia tão emocionada durante o filme e tão linda com os olhos brilhando que chegou a pegar na minha mão e se aninhar no meu colo para assistir o filme.
Estavamos tão perto que pude sentir seu hálito fresco de menta exalar pela sua boca, e também seu perfume floral, era um cheiro de rosas tão gostoso e tentador.
Acabamos nos aproximando perto o suficiente para nossos narizes se tocarem e então nos beijamos. O beijo durou tanto tempo que não percebi os minutos passarem, eu estava em órbita.
Depois nos olhamos e começamos a rir, o sorriso dela era lindo e encantador. Então fomos para o pavilhão no pátio para a janta.
Chegando lá vimos os filhos de Ares nos olhando furiosamente, então me sentei na mesa junto de Bianca, a mesa de Hades. Que fica mais à frente das demais, junto das de Zeus e Poseidon, que estavam vazias.
Os campistas de Atena acenaram para mim e disseram em uníssono:
— Olá sobrinho querido, amamos você!
Na mesma hora me senti com uma melancia no pescoço, pois todos pararam de comer e me olharam. Então respondi envergonhado:
— Olá titios e titias, também amo vocês!
Depois desse constrangimento começamos a comer, aparentemente as refeições eram mágicas, pois eu pensei que seria bom filé com fritas azul, e o prato se materializou na minha frente, e as fritas eram azuis mesmo. Devorei com muito gosto.
Quíron chamou a atenção de todos depois da janta avisando que a caça à bandeira iria começar em duas horas. E como sempre, os chalés de Ares e Atena iriam liderar os demais, e é lógico que fiquei com meus tios.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

02b




Ela me viu e disse envergonhada:
—   O.. oi!
—   Oi eu sou Dédalo, quem é você: - perguntei.
—   Meu nome é Bianca di Angelo, prazer. -  sorriu.
—   Você é filha do tio Nico? – me surpreendi.
—   Isso mesmo – sorriu novamente - sou a mais velha.
Não consegui parar de encarar seus lindos olhos azuis, estava embasbacado.
—   Seus olhos são muitos lindos – sorri.
—   Obr… obrigada -  ela corou.
—   Qual sua idade: - perguntei.
—   Tenho doze anos, igual a você – sorriu.
Depois de um longo e constrangedor silêncio falei:
—   Posso treinar com você:
—   Claro, use meu arco.
Eu peguei o arco que ela estava usando, e notei que ele era bem leve, quase não sentia seu peso. Então começei a me exibir um pouco, eu vivia treinando em casa com minha mãe então arco e flecha era uma das minhas especialidades.
Acertei três flechas certeiras bem no alvo e Bianca também, então começamos uma pequena competição que atraiu diversos campitas, e cada flechada no alvo eramos ovacionados. Ficamos mais de um hora, nenhum do dois dava o braço a torcer, mesmo nos sentindo esgotados no bico do corvo. Eis que  Bianca errou um alvo e eu acertei o próximo, o que me deu a vitória, e os campistas foram a loucura.
—   Você é muito bom, onde aprendeu a técnica? – perguntou Bianca.
—   Minha mãe me ensinou – sorri.
—   Você é o filho de Percy e Annabeth? – perguntou
—   Sim isso mesmo. – sorri envergonhado.
—   Então isso explica sua habilidade no arco e flecha – concluiu.
—   Pois é, mamãe é muito rígida no treinamento.
—   E você nunca treinou no Acampamento? – perguntou.
—   Não – respondi – recebi treinamento apenas de meus pais em casa.
—   Isto está para mudar pirralho – disse uma voz grossa atrás de min.
O dono da voz era um rapaz gigante, corpulento, de cabelos compridos e não cheirava bem. Pelo visto era um dos filhos de Ares.
— Por que mudar cheiroso? - ironizei.
— O que você disse tampinha? -  retrucou nervoso.
— No chalé de Ares não há chuveiros? – continuei.
Então ele ficou furioso e partiu para cima de mim. Dei um passo para me desviar, mas tropecei nos meus próprios calcanhares e cai. O soco dele ia acertar em cheio meu rosto, mas Bianca sacou rapidamente sua espada negra e colocou o fio em direção ao punho do grandalhão que óbvio, teve sua mão cortada. Depois ela embanhou rapidamente sua espada e me agarrou pelo colarinho.
— Vamos dar o fora daqui, herói – disse.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

02a




Depois de um longo dia, o que eu queria apenas era deitar e esquecer tudo, mas nada é perfeito na vida de um semideus. Então, fui andar pelo acampamento e olhar a paisagem, o que vi me deixou maravilhado, grandes bosques a noroeste, uma linda praia, um riacho, o lago de canoagem, campos verdejantes e os chalés – um bizarro conjunto de construções dispostas em semicírculo de um jeito que formavam a letra grega ômega (Ω), com um gramado no centro e dois anexos nas extremidades.
Eu contei vinte chalés. Um era dourado, outro, prateado. Um tinha grama no telhado. Outro era vermelho vivo, coberto de arame farpado. Havia um todo preto, com tochas de chamas verdes na entrada. E tem ainda a Casa Grande, quartel-general do acampamento, que é uma mansão antiga pintada de azul-claro com acabamentos em branco. A varanda que a rodeava tinha espreguiçadeiras, uma mesa de carteado e uma cadeira de rodas. Sinos dos ventos pareciam ninfas se transformando em árvores enquanto giravam. Na parte mais alta do telhado um cata-vento no formato de uma águia de bronze girava com o forte vento.
Fui dar um passeio pelos chalés quando alguém me chamou a atenção, era uma campista que estava treinando arco e flecja em vários alvos, e era muito boa nisso. Me aproximei para olhar melhor e notei que ela tinha ao lado de seu corpo uma espada negra e comprida que contrastava com seu visual. Ela estava com uma trança em seus cabelos compridos e escuros como a noite e usava roupas pretas por debaixo da camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Capítulo 02 - A nova profecia




Chegamos a caverna onde minha tia estava, e notei que tinha um pano vermelho entre duas tochas ardendo em chamas douradas cobrindo toda a entrada da caverna. Logo que entramos vi o quanto era legal a caverna, era toda Hi-Tech e toda a mobília era branca ate mesmo a TV de 50 polegadas na parede que tinha um PS3 ligado nele. Parecia que minha tia estava jogando pois o jogo estava pausado, então ela entrou na sala vestida com um roupão vermelho vivo e com uma toalha nos cabelos. Sorrindo ela disse:
   —     Bem vindo a caverna do Oráculo de Delfos, sente-se e iniciaremos.
Logo que me sentei na cadeira de frente a minha tia ela começou a ficar com os olhos esverdeados e uma fumaça verde começou a rodear seu corpo e ela falou numa voz ancestral:



“O céu entra em colapso mais uma vez,
Da batalha não participarão os filhos dos três.
Tempestade e fogo logo se encontrarão,
Os descendentes dos doze é que batalharão.
Sem luz nem sombra o mundo estará acabado,
À Glória ou à Ruína ao tempo chegado.
Seis novos responderão aos chamados,
Defendendo a honra, chegarão os doze renegados.”



E depois desabou na poltrona mais próxima.
   —     Tia Rachel, você esta bem? – perguntei
Ela abriu um olho e respondeu:
   —     Claro meu querido, só preciso descansar um pouco, o que eu disse dessa vez?
Depois de Quíron recitar a profecia disse:
   —     Doze renegados? Isto me soa estranho, preciso pensar.
   —     Mas não disse nada sobre meus pais – resmunguei
   —     Teremos que trabalhar nisso agora mesmo – retrucou Quíron
   —     Dédalo, se quiser pode ficar aqui comigo meu querido – disse tia Rachel
   —     E o que vou ficar fazendo enquanto você pensa tio Quíron? – perguntei ansioso
   —     Pode dar uma volta pelo acampamento se quiser.