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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

02a




Depois de um longo dia, o que eu queria apenas era deitar e esquecer tudo, mas nada é perfeito na vida de um semideus. Então, fui andar pelo acampamento e olhar a paisagem, o que vi me deixou maravilhado, grandes bosques a noroeste, uma linda praia, um riacho, o lago de canoagem, campos verdejantes e os chalés – um bizarro conjunto de construções dispostas em semicírculo de um jeito que formavam a letra grega ômega (Ω), com um gramado no centro e dois anexos nas extremidades.
Eu contei vinte chalés. Um era dourado, outro, prateado. Um tinha grama no telhado. Outro era vermelho vivo, coberto de arame farpado. Havia um todo preto, com tochas de chamas verdes na entrada. E tem ainda a Casa Grande, quartel-general do acampamento, que é uma mansão antiga pintada de azul-claro com acabamentos em branco. A varanda que a rodeava tinha espreguiçadeiras, uma mesa de carteado e uma cadeira de rodas. Sinos dos ventos pareciam ninfas se transformando em árvores enquanto giravam. Na parte mais alta do telhado um cata-vento no formato de uma águia de bronze girava com o forte vento.
Fui dar um passeio pelos chalés quando alguém me chamou a atenção, era uma campista que estava treinando arco e flecja em vários alvos, e era muito boa nisso. Me aproximei para olhar melhor e notei que ela tinha ao lado de seu corpo uma espada negra e comprida que contrastava com seu visual. Ela estava com uma trança em seus cabelos compridos e escuros como a noite e usava roupas pretas por debaixo da camiseta laranja do Acampamento Meio-Sangue.

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